Caracterização e dinâmica do abate de frangos em Santa Catarina

  • Post published:9 de maio de 2022
  • Post category:Artigos

A avicultura é uma das principais atividades agropecuárias de Santa Catarina, responsável por 19,6% do VBP agropecuário do estado. O modelo de avicultura industrial surgiu na década de 1960, e, inicialmente, incorporou grande contingente de produtores e unidades de abate à cadeia produtiva. Contudo, a partir dos anos 1980 e 1990, observou-se redução no número de frigoríficos e produtores, apesar do crescimento da produção. Contudo, não há estudos recentes que possibilitem analisar os rumos adotados por esse setor atualmente. Este artigo busca analisar a evolução dos abatedouros de frangos no período 2013 a 2020, em especial a concentração dos abates. Verificouse que o número de frigoríficos caiu 27,3% entre 2013 e 2020, sendo a queda assim distribuída: unidades com SIF (-8,7%); unidades com SIM (-23,5%); e unidades com SIE (-46,2%). Os frigoríficos com SIF são responsáveis pela maioria dos abates em Santa Catarina, situação que se manteve praticamente inalterada nos últimos anos:
98,5% das aves abatidas em 2013 e 97,8% em 2020. No que diz respeito ao tamanho, em 2013 as unidades que abatiam mais de 50 milhões de aves por ano eram responsáveis por 53,9% da produção total, participação que passou para 58,9% em 2020. Quando se considera as unidades com mais de 10 milhões de aves abatidas/ano, a participação do segmento foi de 96,4% em 2020. Por outro lado, a participação dos frigoríficos que abatem até 1 milhão de aves caiu de 0,7%, em 2013, para 0,4%, em 2020. O grau de concentração fica mais evidente quando se leva em consideração os abates por empresa proprietária dos frigoríficos. As três maiores foram responsáveis por 87,3% dos abates em 2013 e 94,5% em 2020. Conclui-se que a concentração produtiva, característica que marca a agroindústria avícola catarinense desde a origem, avançou ainda mais no período analisado, principalmente pela ampliação da capacidade de abate dos estabelecimentos de maior porte e fechamento expressivo de pequenas e médias empresas. Artigo na integra

Ano: 2021

Autores:
Alexandre Luís Giehl – Epagri/Cepa
Marcia Mondardo – Epagri/Cepa