Status sanitário da pecuária de Santa Catarina e seu efeito sobre as exportações de carne suína

  • Post published:13 de outubro de 2022
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A suinocultura é a principal atividade agropecuária de Santa Catarina, respondendo por 23,1% do Valor Bruto da Produção do estado. Essa importância foi alcançada, entre outras coisas, pela forte inserção internacional da cadeia de produção de suínos de Santa Catarina, que responde por mais de metade das exportações brasileiras de carne suína. Esse destaque costuma ser atribuído principalmente ao seu status sanitário diferenciado, já em 2007 a Organização Mundial de Saúde Animal reconheceu o estado como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Em 2015 o estado também foi reconhecido como zona libre de peste suína clássica. Diante desse cenário, o presente artigo tinha por objetivo analisar alguns aspectos das exportações e buscar identificar efeitos diretos do status sanitário do estado sobre as exportações desse produto. Inicialmente se avaliou os volumes e as receitas anuais das exportações de carne suína de Santa Catarina e do Brasil no período de 1997 a 2021, com especial atenção aos
anos posteriores a 2007 e 2015. Não foi possível apontar alterações significativas nos volumes exportados pelo estado nos anos posteriores ao reconhecimento pela OIE, como era esperado por parcela do setor produtivo. Posteriormente, se identificou os três principais produtos de carne suína exportados pelos Brasil, utilizando-se a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Os três principais produtos exportados pelo país são o NCM 2032900 (Outras carnes de suíno congeladas), o NCM 02064900 (miudezas suínas comestíveis) e o NCM 02032200 (pernas, pás e pedaços não desossados de suínos). Pra os três produtos, comparou-se o preço médio de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Brasil, no período de 1997 a 2021. Conclui-se que não foi possível
identificar influência direta do status sanitário diferenciado de Santa Catarina sobre o volume de exportações de carne suína do estado ou sobre o preço médio dos principais cortes de carnes suína destinados ao mercado externo. Contudo, são necessários estudos mais aprofundados e envolvendo um maior número de fatores para que se possa realizar afirmações mais conclusivas. Artigo na integra

Autores:
Alexandre Luís Giehl – EPAGRI – alexandregiehl@epagri.sc.gov.br