A análise dos dados do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Santa Catarina entre 2013 e 2022 revela uma trajetória marcada por crescimento expressivo até 2019, seguido de quedas acentuadas no período pós-pandemia. Até seu ápice em 2019, o programa demonstrava expansão consistente nas compras da agricultura familiar, mas a partir de 2020 enfrentou sucessivos declínios. Se em 2020 a redução (1.345.919 kg a menos em quantidade e R$ 4.516.243,40 em valor) podia ser atribuída às restrições sanitárias, o colapso em 2022 – com apenas 499.882 kg adquiridos, o menor volume da série histórica – aponta para problemas estruturais. A análise da década evidencia a predominância das cooperativas, enquanto a participação dos agricultores familiares individuais mostrou-se mais volátil, refletindo maior vulnerabilidade a mudanças políticas e econômicas. Os dados sugerem a necessidade urgente de mecanismos que garantam maior estabilidade ao programa, reduzindo sua dependência de contextos conjunturais e fortalecendo seu papel no desenvolvimento rural e na segurança alimentar escolar. Artigo na integra
Autores
Júlia de Oliveira Silva – CSE/UFSC – E-mail: j.oliveira.silv@hotmail.com
Lilian de Pellegrini Elias – Epagri/Cepa – lilianelias@epagri.sc.gov.br