Redes de cooperação na agricultura familiar de Santa Catarina: acesso aos novos mercados e políticas públicas

A crescente redução da sua participação nas cadeias produtivas tradicionais nas últimas três décadas desafiou a agricultura familiar de Santa Catarina a buscar novas formas de inserção no mercado. A imposição de novos padrões tecnológicos e escalas de produção inviabilizam a permanência de milhares de agricultores familiares nas cadeias de carnes de suínos e de aves, e na produção de grãos como milho, feijão, arroz e soja, dentre outras. É nesse contexto que agricultores e organizações relacionadas à agricultura familiar têm buscado atividades, mercados, formas de organização e arranjos institucionais mais adequados às suas condições sociais, econômicas e políticas. Nesse processo houve a criação/ampliação das redes de cooperação, organizadas na forma de associações, condomínios e, mais recentemente, em cooperativas por produto e cooperativas descentralizadas. As políticas públicas que mais têm contribuído para estruturação dessas redes e inserção nos mercados são o SC Rural, o PAA e o PNAE. A partir de um levantamento realizado pela Epagri em Santa Catarina no ano de 2017, esse trabalho visa apresentar um panorama das redes de cooperação na agricultura familiar e a relação dessas redes com as políticas públicas de apoio e de acesso aos novos mercados. Artigo na integra

Autores
Luiz Carlos Mior
Dilvan Luiz Ferrari
Janice Maria Waintuch Reiter
Marcia Mondardo
Jurandi Gugel
Marcelo Sá
Antonio Marcos Feliciano
Tabajara Marcondes

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