Participação da agricultura familiar na produção de bovinos em Santa Catarina

A bovinocultura de corte é tradicionalmente associada às grandes propriedades. Santa Catarina é deficitária na produção de carne bovina, mas tem aumentado sensivelmente a sua produção, em especial na Região Oeste, caracterizada pela predominância da agricultura familiar. Este artigo apresenta aspectos do perfil dos produtores catarinenses e analisa a participação da agricultura familiar na produção de bovinos de corte. Toma por base o cruzamento dos dados do período 2014 a 2017 das DAPs ativas e das Guias de Trânsito Animal para abate. Esses dados mostram que de 2014 para 2017 houve uma queda de 39,3 mil para 33,3 mil no número de agricultores que destinaram bovinos para abate (-15,4%), e que, na média dos quatro anos, os agricultores familiares representaram 60,29 produtores e foram responsáveis por 27% dos bovinos abatidos no estado. A partir desses e de outros dados apresentados no artigo conclui-se que a agricultura familiar ocupa papel relevante na produção de bovinos, mas que há um processo de concentração da produção de bovinos de corte, inclusive no segmento familiar, com redução do número de produtores e o aumento do número médio de animais. Por fim, avalia-se que a oferta difusa de animais proporcionada pelo modelo de produção estruturado no estado é importante para o atendimento da demanda local de carne, em especial nos pequenos municípios. Artigo da integra

Ano: 2019

Autores:
Alexandre Luís Giehil
Jurandi Teodoro Gugel
Marcia Mondardo
Tabajara Marcondes

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