Aspectos econômicos da cultura do tomate

José Elaudio Della Giustina

A produção brasileira em 2002 foi 16,3% maior que a do ano anterior, e 20% superior à de 2000, enquanto a área plantada evoluiu cerca de 7% em relação aos dois anos anteriores, significando um ganho na produtividade média das lavouras de 8,7% em relação a 2001, conforme tabela 1.

TABELA 1 - TOMATE – ÁREA PLANTADA, PRODUÇÃO OBTIDA E RENDIMENTO MÉDIO NOS ESTADOS BRASILEIROS - 2000-2002

ESTADO

ÁREA PLANTADA
(ha)

PRODUÇÃO OBTIDA
(t)

RENDIMENTO MÉDIO
(kg/ha)

2000

2001

2002(*)

2000

2001

2002(*)

2000

2001

2002(*)

Goiás

10.201

10.459

12.512

712.448

722.182

951.410

69.841

70.356

76.040

Minas Gerais

9.685

10.248

9.761

532.380

626.520

631.985

54.970

61.136

64.746

São Paulo

11.487

10.290

11.930

709.060

625.630

758.280

61.727

60.800

63.561

Rio de Janeiro

3.362

3.342

2.783

193.328

197.398

163.134

57.504

59.066

58.619

Bahia

5.145

5.526

5.298

170.653

195.275

237.723

33.169

35.337

44.871

Santa Catarina

2.520

2.613

2.521

115.402

125.201

127.350

45.794

47.915

50.516

Paraná

2.594

3.032

3.074

116.092

137.509

141.076

44.754

45.353

45.894

Espírito Santo

1.498

1.514

1.687

95.289

99.433

109.539

63.611

65.676

64.932

Rio G. Sul

2.824

2.739

2.730

102.757

98.650

102.153

36.387

36.017

37.419

Pernambuco

2.062

2.420

4.387

89.227

96.609

206.630

43.272

39.921

47.101

Ceará

2.022

1.752

1.789

88.348

79.372

95.745

43.693

45.304

53.519

Distrito Federal

268

255

251

16.503

16.120

15.279

61.578

63.216

60.873

Paraíba

460

381

513

16.157

12.000

14.941

35.124

31.496

29.125

M. Grosso Sul

213

192

182

6.419

7.070

7.110

30.136

36.823

39.066

R. G. Norte

255

270

352

7.290

7.045

11.178

28.588

26.093

31.756

Maranhão

367

352

368

5.6905

6.7813

7.209

18.815

19.355

19.590

Sergipe

274

301

294

4.801

5.214

5.033

17.522

17.322

17.120

Roraima

110

360

338

800

3.260

3.500

7.273

9.056

10.356

Amazonas

768

768

761

3.255

3.255

3.793

4.238

4.238

4.985

Mato Grosso

179

164

118

4.098

3.021

2.355

22.894

18.421

19.958

Outros

572

592

349

13.585

15.716

12.944

23.750

26.548

37.089

BRASIL

56.866

57.660

61.633

3.004.797

3.103.293

3.608.367

52.840

53.821

58.547

FONTE: IBGE.

(*) Dados preliminares.

Os estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, juntos, somam cerca de 55% da área cultivada e produziram aproximadamente 65% do tomate brasileiro nos últimos três anos. O estado de Goiás é o maior produtor do País, com 26,4% do total e com produtividade de 76.040 kg/ha, 30% acima da média nacional, seguido de Minas Gerais, com 17,5% da produção nacional e rendimento de 64.746 kg/ha.

Em Goiás, a região de Goianápolis produz tomate de mesa ao longo de todo o ano, enquanto a região do Rio Verde tem a produção voltada à industrialização.

O estado de São Paulo tem a principal colheita de inverno nos municípios de Mogi Guaçu, Sumaré, Elias Fausto, Indaiatuba e Monte Mor, os quais estão próximos dos grandes mercados consumidores e têm boa estrutura de produção e comercialização, enquanto que a produção de verão ocorre em Itapeva, Ribeirão Branco, Apiaí e Guapiara, onde predomina baixa tecnologia de produção, com um deficiente sistema de comercialização.

Minas Gerais tem sua principal produção de inverno nos municípios de Carmópolis de Minas (grande abastecedor de Belo Horizonte) e Araguari, que vende grande parte de sua produção para Uberlândia (MG) e o interior paulista. A região de Barbacena é a grande produtora no verão, tendo como mercados principais a capital mineira e Rio de Janeiro.

Devem também ser destacados como importantes produtores de tomate, não apenas pela produção ao longo de todo o ano e boa produtividade que obtêm, mas pelos mercados que atingem, os estados do Rio de Janeiro, com produção de inverno em Ubá e Paty de Alferes; Espírito Santo, com produção de verão na região de Venda Nova do Imigrante, e Santa Catarina, que tem na região de Caçador (35% da produção estadual e colheita de dezembro a março), expressão nacional e até internacional, por suas vendas principalmente para São Paulo, Minas Gerais, a cidade de Manaus e a Argentina, dependendo do câmbio.

Em Santa Catarina, a cultura do tomate se destaca como a terceira ocupação em horticultura, sendo uma atividade desenvolvida basicamente por pequenos e médios produtores rurais, envolvendo, segundo o Censo Agropecuário de 1995, da Fundação IBGE, cerca de 10.700 agricultores.

Uma característica desta cultura no estado e no contexto nacional é a possibilidade de seu cultivo em todos os meses do ano, pela existência de regiões distintas relativamente a clima, ainda que a oferta se concentre principalmente no verão.

A produção estadual de 2002 aumentou 12,9% em relação a 2000, e 4,5% em relação ao ano anterior, passando a figurar como o sexto produtor nacional, apesar de a participação na produção brasileira ter passado de 4% em 2001 para 3,5% em 2002.

Em 2002, o rendimento por área cultivada foi 8,3% superior ao do ano anterior e 12,8% ao de 2001, resultado do aumento do uso da tecnologia disponível nas diversas regiões produtoras do estado. A atividade está se tornando importante, fazendo com que, em maior ou menor escala, o plantio comercial seja adotado em todas as regiões.

A evolução no índice de produtividade do tomate pode ser vista no gráfico 1. Verifica-se que, mesmo tendo ocorrido oscilações para cima ou para baixo na curva em diversos anos, ela possui uma tendência de crescimento. Tais oscilações se deram muito mais por problemas climáticos (excesso de chuva, frio, seca, etc.) do que por mudanças tecnológicas na produção do tomate, muito embora tenham sido introduzidas novas variedades do produto ao longo desses anos.

Os destaques na produção estadual, como se pode observar na tabela 2, foram as microrregiões de Joaçaba, Florianópolis, Tabuleiro, Campos de Lages e Tubarão, que em conjunto produziram 84,1% do total estadual. A microrregião de Canoinhas se sobressai pela produtividade média das lavouras (71.538 kg/ha), que em 2002 foi 40% superior à média estadual, em virtude da prática do cultivo protegido.

TABELA 2 - TOMATE - ÁREA PLANTADA, PRODUÇÃO OBTIDA E RENDIMENTO MÉDIO NAS MICRORREGIÕES DE SANTA CATARINA - 2000–2002

MICRORREGIÃO
GEOGRÁFICA

ÁREA PLANTADA
(ha)

PRODUÇÃO OBTIDA
(t)

RENDIMENTO MÉDIO (kg/ha)

2000

2001

2002(*)

2000

2001

2002(*)

2000

2001

2002(*)

Blumenau

85

87

73

2.585

3.385

2.875

34.412

38.908

39.384

Campos de Lages

152

170

132

6.848

9.334

7.450

45.053

54.906

56.439

Canoinhas

55

55

26

3.315

4.060

1.860

60.273

73.818

71.538

Chapecó

34

34

53

1.825

1.492

1.965

53.676

43.882

37.076

Concórdia

13

13

7

571

621

248

43.923

47.769

35.429

Criciúma

35

27

27

825

955

1.205

23.571

35.370

44.630

Curitibanos

50

55

48

1.850

2.200

1.920

37.000

40.000

40.000

Florianópolis

536

533

530

22.802

26.350

28.770

2.541

49.437

54.283

Itajaí

18

16

0

670

680

0

7.222

42.500

0

Ituporanga

68

70

70

3.039

4.051

3.875

44.691

57.871

55.357

Joaçaba

624

799

865

37.515

38.015

44.603

60.120

47.578

51.564

Joinville

54

26

10

1.718

948

418

1.815

36.462

41.800

Rio do Sul

40

40

38

1.685

1.900

1.720

2.125

47.500

45.263

São Bento do Sul

17

17

13

680

680

520

40.000

40.000

40.000

Tabuleiro

510

480

437

20.780

22.300

21.000

40.745

46.458

48.055

Tijucas

93

81

75

3.660

3.220

3.375

9.355

39.753

45.000

Tubarão

135

110

111

4.970

5.010

5.306

36.815

45.545

47.802

Xanxerê

1

0

6

64

0

240

64.000

0

40.000

TOTAL

2.520

2.613

2.521

112.817

121.816

127.350

44.769

46.620

50.516

FONTE: IBGE.

(*) Dados preliminares.

Do total estadual produzido em 2002, a microrregião de Joaçaba participou com 35%. Do total desta região, 87,8% foi produzido no município de Caçador e 5% em Lebon Régis. A produção é colhida da segunda quinzena de dezembro até final de abril e destina-se aos mercados de São Paulo, Minas Gerais, cidade de Manaus e, dependendo do câmbio, da Argentina. Na entressafra, abastece-se com produção vinda da Ceasa/PR.

A segunda maior microrregião produtora, Florianópolis - com 22,6% da produção estadual em 2002 -, tem 45,2% de sua produção no município de Santo Amaro da Imperatriz, 43,4% em Palhoça e 4,9% em São Pedro de Alcântara; além disso, influi diretamente na produção e comercialização do produto em diversos municípios próximos, dentre eles Urubici e Angelina, que representam 8,3% da produção estadual.

A região da Grande Florianópolis, pela diferença de clima nos diversos municípios, produz ao longo de todo o ano. Na faixa litorânea - especificamente nos municípios de Santo Amaro, Palhoça e São Pedro de Alcântara e parte do município de Angelina -, a produção ocorre em todos os meses, ao passo que nos municípios de clima frio, como Bom Retiro, Alfredo Wagner, Urubici e parte alta de Angelina, a colheita é no verão.

A produção desta região é comercializada, quase que totalmente, na Ceasa/SC de São José, que, para abastecer a Grande Florianópolis, em 2002 recebeu tomate de outras regiões do estado, bem como de São Paulo (2.362 t), do Espírito Santo (1.843 t), do Paraná (292 t) e de Goiás (288 t).

A microrregião do Tabuleiro, que em 2002 participou com 16,5% da produção estadual, tem sua produção distribuída nos municípios de Águas Mornas (41%), Anitápolis (30%) e Rancho Queimado (21,4%), onde predomina clima frio. É uma microrregião que forma a "Grande Florianópolis" e, por conseqüência, sofre influência direta na produção e comercialização de seu produto, quase totalmente vendido na Ceasa/SC de São José.

A microrregião de Tubarão, com 4,2% da produção estadual em 2002, teve no município de São Ludgero 54,8% de sua produção, vindo depois Braço do Norte, com 7,5% e, ainda com menor expressão, Rio Fortuna, Pedras Grandes, Tubarão. A colheita de verão vai de outubro a janeiro e a de inverno, nos meses de maio a julho. O produto é vendido na própria região, na Ceasa/SC de São José, no norte do estado e parte no Rio Grande do Sul.

A microrregião de Canoinhas, apesar da pequena produção (1,5% da estadual) e do clima frio, destaca-se pelo cultivo protegido em grande parte de sua área cultivada. Pela alta tecnologia utilizada, obtém alto rendimento por área, excelente qualidade e ótima apresentação do produto, muito utilizado para a venda em bandejas.

A comercialização da produção é feita na própria região e apenas algum excedente é vendido na Ceasa/PR, de Curitiba, que na entressafra complementa o abastecimento e regula os preços do produto na região.

Os preços recebidos pelos produtores pela caixa de 25 quilos de tomate longa vida extra "AA" foram compensadores em 2002, visto que a média deste ano foi 17,17% superior à do ano anterior e 23,74% à de 2000.

Se os preços já foram bons no ano passado, em 2003 vêm sendo mais remuneradores ainda, pois, analisando-se a média dos primeiros cinco meses deste ano em relação àqueles dos mesmos períodos de anos anteriores, verificam-se altas de 63,3%, 41,8% e 40,6%, quando comparados com as médias de 2002, 2001 e 2000, respectivamente (Tabela 3).

TABELA 3 - TOMATE - PREÇOS MÉDIOS PAGOS AOS PRODUTORES EM SANTA CATARINA – 2000-2003

MÊS/ANO

LONGA VIDA "AA" – CAIXA DE 25 KG

2000

2001

2002

2003

Janeiro

8,02

9,66

8,38

7,84

Fevereiro

11,73

9,06

8,37

12,86

Março

19,85

11,56

9,19

25,60

Abril

12,42

12,57

14,16

21,31

Maio

7,88

16,55

11,49

16,63

Junho

5,02

11,86

14,38

Julho

6,10

13,12

15,16

Agosto

5,95

10,96

14,80

Setembro

12,40

7,52

20,40

Outubro

14,23

7,88

16,00

Novembro

14,92

11,48

15,82

Dezembro

9,92

13,35

10,37

FONTE: Instituto Cepa/SC.

Os preços remuneradores registrados nos primeiros meses de 2003 tiveram origem na expressiva alta da segunda semana de fevereiro até a segunda semana de abril, tanto no atacado (142%) quanto para o produtor (190%). Este fato resultou da escassez do produto no mercado neste período, ocasionado pela concentração do plantio (por problemas climáticos) e pelo excesso de chuvas no período da colheita, prejudicando a quantidade e também a qualidade do produto. Outro causa da elevação dos preços foi a alta cotação do dólar nos últimos meses de 2002 e início deste ano, aumentando os gastos com insumos e reduzindo a margem de lucro. Este fato desestimulou fortemente os produtores, pois o alto custo de produção, aliado aos riscos da cultura (doenças e clima) e à sensibilidade as leis de mercado – oferta/procura -, inviabilizou a permanência do tomaticultor na atividade, provocando reação mercadológica reguladora nos grandes centros produtores.

A partir do final de abril de 2003, o declínio foi provocado pela maior oferta do produto no mercado, tendo em vista o início de colheita nos municípios da Grande Florianópolis, e pela entrada no estado de produção paulista, que também iniciou a colheita em algumas regiões.

Um aspecto importante, e que chama a atenção, é a semelhante evolução dos preços em mesmos períodos idênticos de anos distintos:primeiro, nos quatro anos houve altas de janeiro a março e de forma acentuada nos dois últimos anos; segundo, nos dois primeiros anos da série apresentada os preços caíram no período de maio a agosto. Observa-se ainda uma expressiva queda nos preços no período março/junho de 2000, fato que se repete em 2003. Outro aspecto a salientar é a estabilidade verificada entre os meses junho e agosto dos anos 2000 a 2002.

Deve-se salientar ainda que no gráfico 2 é possível visualizar uma certa estabilidade dos preços nos anos 2000 a 2002. Também se podem constatar picos de alta, como as de março de 2000 e de 2003, e picos de baixa, como as de junho a agosto de 2000 e de dezembro de 2000 e de 2002.

Se a estabilidade e/ou regularidade dos preços durante a comercialização da produção são aspectos positivos, que dão ao produtor segurança para continuar e investir na atividade, a variação e inversão dos preços em mesmos períodos de anos diferentes trazem insegurança e desestímulo, deixando o produtor com muitas dúvidas na hora de decidir.

Para uma análise dos preços de um período mais longo (ago/94-jun/03), tomou-se o Índice de Preços Recebidos pelos produtores de tomate e o geral (IPR tomate e geral), calculados pelo Instituto Cepa/SC para o estado de Santa Catarina e o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Cabe aqui salientar que neste caso o preço utilizado para o cálculo do IPR tomate é o preço do tomate tipo longa vida extra "A".

O que se conclui desta análise é que os preços do tomate variaram bastante neste período (ago/94-jun/03), e apenas em alguns meses os produtores tiveram níveis de preço semelhantes ou superiores aos do início do Plano Real (ago/94), conforme o gráfico 3. Já o IPR geral – que é a média dos preços recebidos para os principais produtos da agropecuária catarinense - e o IGP-DI – que é um dos índices que medem a inflação no País - tiveram crescimento em praticamente todo o período. Isto indica, de modo geral, que para este período os produtores catarinenses tiveram perdas significativas com a venda do tomate extra "A".

Só para dar um exemplo, analisando-se apenas os meses iniciais e finais (ago/94 e jun/03), verifica-se que enquanto o IPR geral cresceu 148,51% e o IGP-DI 182,91%, o IPR do tomate decresceu 16,7%. Para visualizar mensalmente o IPR geral e o IPR do tomate basta consultar a tabela específica que consta nesta publicação.

Apesar dos resultados negativos para os produtores catarinenses de tomate extra "A" durante este período, em termos de preços recebidos, quando se compara a equivalência destes mesmos preços com os preços pagos pelos produtores para adquirirem alguns insumos importantes para esta lavoura, verifica-se que a situação não foi tão ruim (Tabela 4). Neste caso, os produtores precisaram de menores quantidades de seu produto para adquirir o principal adubo, fungicida, inseticida, bem como para contratar a mão-de-obra necessária à produção do tomate extra "A".

TABELA 4 - EQUIVALÊNCIA ANUAL MÉDIA ENTRE PREÇOS PAGOS E RECEBIDOS PELOS PRODUTORES CATARINENSES DE TOMATE (CAIXA 22 A 25 kg) (1) – 1996-2002

INSUMO

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

Adubo 05-20-10 (50 kg)

2,98

3,78

3,2

2,97

3,03

2,28

2,14

Ridomil+Mancozeb (kg)

5,71

7,69

7,04

7,3

6,91

4,98

4,86

Decis (250 ml)

1,67

2,18

1,98

2,03

1,98

1,43

1,26

Diaria Trabalhador Rural

2,7

3,43

3,04

2,12

2,06

1,59

1,34

FONTE: Instituto Cepa/SC.

(1) Índice anual, obtido pela média dos índices mensais, que expressa a quantidade de produto necessária para adquirir o insumo nas unidades de medida estabelecidas.

A participação do valor bruto da produção (VBP) da cultura na formação do VBP estadual tem girado em torno de 0,7 a 0,8% desde 1994. Apenas nos anos de 1997 e 1998 é que houve um aumento para cerca de 1%. Em 1996 houve uma queda no VBP estadual, bem como no VBP do tomate, sendo esta última mais significativa. A partir do ano 2000, o VBP do tomate vem crescendo sistematicamente. No caso do VBP estadual, este crescimento já se deu a partir de 1999 (Gráfico 4).